Estimados e estimadas acompanhantes dessa jornada, a história acusa que o desenvolvimento da organização social se deveu primordialmente ao instituto da família, da mesma maneira que indica que a evolução econômica e cultural se lastreou nas primeiras manifestações empresariais, naqueles tempos através de simples atos de comércio, passando para implementação da atividade industrial, para enfim desembarcar no presente com toda a mesma essencialidade, todavia com maior complexidade em razão do aperfeiçoamento destas práticas, em concurso com outras manifestações empresariais, como o setor de serviços.
Nessa linha se pode afirmar que a empresa é o mais importante agente de evolução, concentração e equilíbrio econômico, o que se reafirma a partir de suas utilidades, que são empregar, fabricar e comercializar produtos ou prestar serviços necessários – para isso também consome produtos e serviços -, distribuir rendas a títulos de salários, impostos, resultados etc.
Logo, através da caracterização dos resultados pulverizados na sociedade pela atividade empresarial seguramente se deve convencer de que compreendê-la não é assunto meramente técnico ou acadêmico, mais do que isso, é questão popular, porque ela é um fenômeno empírico, é uma mola propulsora de utilidades e interfere diretamente nas vidas das pessoas.
Dado todo esse relevo, este espaço traz consigo a pretensão constante de fomentar debates acerca da aplicação do direito de empresa e do instituto da recuperação judicial, a fim de permitir não somente seus aperfeiçoamentos por técnicos, mas, e principalmente, democratizar o conhecimento a fim de levá-lo a todos que persigam compreensões a respeito deste assunto, relevante e bastante presente na vida empresarial e social moderna.
Ely de Oliveira Faria.

